| PAPO SIMPLES DE ECONOMIA (Pluralidade e Sustentabilidade) |
|
|
|
| Escrito por Administrator |
| Sáb, 12 de Março de 2011 13:57 |
|
“Mesmo com risco de retomada de inflação, o mercado interno vem consolidando um economia sustentável” (Brito) “Os chineses estão chegando para investir no Brasil” (Roger Agnelli) INFLAÇÃO DESACELERA - O mercado financeiro estimou, na última semana, por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus - documento que é fruto de pesquisa com analistas de bancos, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 deverá fechar em 5,78%. No Boletim anterior, a previsão fora de 5,80%. Nas 12 semanas anteriores, a estimativa da inflação só aumentava. De acordo com o boletim, divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (9), para 2012, a estimativa do mercado para o IPCA subiu para 4,80%, acima da previsão de 4,78% da semana anterior. As projeções do mercado foram coletadas na mesma semana em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou a Selic em 0,50 ponto percentual, para 11,75%. Para a Selic, a projeção do mercado se manteve em 12,50% para o final de 2011 e em 11,25% para o final de 2012. Já a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano foi reduzida de 4,30%, no último boletim, para 4,29%. Para 2012, a projeção foi mantida em 4,5%. A estimativa para o câmbio no final do ano se manteve em R$ 1,70, mas a projeção para o final de 2012 foi reduzida de R$ 1,79 para R$ 1,77. PRODUÇÃO DE VEÍCULOS CONTINUA A PRODUZIR RECORDES - A produção de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) no mercado brasileiro somou 310,7 mil unidades em fevereiro deste ano, o que representa crescimento de 18,7% em relação a janeiro, informou nesta sexta-feira (4) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com fevereiro do ano passado, a alta foi de 24%. O resultado é recorde para um mês de fevereiro. O mesmo ocorreu com as vendas de automóveis e comerciais leves, que também foram recordes. No mês passado, as vendas no mercado interno atingiram 274,2 mil unidades, alta de 12% ante janeiro e crescimento de 24,1% em relação a fevereiro de 2010. No acumulado de 2011, de acordo com a Anfavea, 572,4 mil veículos foram produzidos, elevação de 15,3% sobre os dois primeiros meses de 2010. Em janeiro e fevereiro, as vendas somaram 519 mil unidades, crescimento de 19,5% na comparação com os veículos comercializados no mesmo período do ano passado. A Anfavea informou ainda que as exportações do setor automobilístico, em valores, somaram US$ 1,10 bilhão em fevereiro deste ano, alta de 16,6% em relação ao mês de janeiro e crescimento de 31,4% na comparação com fevereiro de 2010. O mês de fevereiro encerrou com exportações de 64.564 unidades, o que representa avanço de 20,4% sobre janeiro e crescimento de 21,5% sobre fevereiro de 2010. Em 2011, as vendas externas somaram US$ 1,59 bilhão, com alta de 28,7% sobre os dois primeiros meses de 2010. No período, foram exportadas 118.171 unidades, o que significou expansão de 16,4% em relação ao ano anterior. CHINESES CHEGAM PARA COMPRAR EMPRESAS E INVESTIR – Este é um assunto para acompanhamento direto pelos empresários acreanos. A estatal chinesa CPIC (Chongqing Polycomp International Corporation) confirmou ontem um acordo para a compra da fábrica Capivari Fibras de Vidro, pertencente à empresa norte-americana Owens Corning. O negócio, de US$ 59,5 milhões, ainda precisa ser aprovado por autoridades chinesas e brasileiras. Localizada em Capivari (interior de SP), a fábrica é parte de um processo no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Em 2008, o órgão, ligado ao Ministério da Justiça, avaliou que a aquisição da fábrica levaria a Owens a ter o quase monopólio da fibra de vidro no Brasil, o que é proibido. A empresa tem outra unidade em Rio Claro (SP). Somadas, as duas fábricas representam 92% da produção de fibra de vidro no Brasil. A CPIC tem um patrimônio de US$ 1,14 bilhão. MULHEREM CRESCEM NA OCUPAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO COM AUMENTO DE RENDA - A renda das mulheres cresceu mais do que a dos homens em três regiões metropolitanas do Nordeste pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em 2010. Ministra vê avanço "muito lento" na renda feminina . Em Fortaleza, Recife e Salvador, enquanto o rendimento feminino por hora avançou de 1,8% a 12,7%, o masculino variou de -0,2% a 9,7%. Nas outras regiões do país, a renda feminina também avançou, mas em São Paulo e em Porto Alegre o incremento foi menor do que o obtido pelos homens. Em Belo Horizonte e no Distrito Federal, a variação foi semelhante. A renda feminina foi puxada, principalmente, pelo comércio e pelos serviços domésticos --o Distrito Federal e em Recife, a indústria também se destacou. Para os homens, a construção civil esteve entre os setores com maior alta na remuneração. Lúcia Garcia, supervisora da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese, afirma que a combinação aumento do salário mínimo com crescimento acelerado da economia em 2010 explica a vantagem feminina nas três capitais nordestinas. Garcia pondera que, no Nordeste, as mulheres estão concentradas em postos de trabalho que pagam o mínimo. Portanto, a variação no rendimento base --que teve aumento real de 6,02% no ano passado-- é mais determinante para elas, já que os homens ocupam postos de trabalho mais variados e com remuneração mais alta. Em Fortaleza, o rendimento médio das mulheres, descontada a inflação, passou de R$ 3,91 por hora em 2009 para R$ 3,98 em 2010 (o dos homens foi de R$ 5,07 para R$ 5,06). Em Salvador, avançou de R$ 5,19 para R$ 5,54 (R$ 6,29 para R$ 6,50 no caso dos homens). E, em Recife, foi de R$ 3,70 para R$ 4,17 (R$ 4,52 para R$ 4,96 para os homens). Entre as sete regiões pesquisadas, o Distrito Federal é a que tem a maior remuneração por hora para mulheres: R$ 9,99 em 2010 (contra R$ 12,46 dos homens). O fato de os salários no Nordeste serem mais baixos acentua a importância da alta real do salário mínimo. O professor José Dari Krein, da Unicamp, concorda: "as categorias com menores rendimentos foram mais beneficiadas com a política valorização do salário mínimo, o que beneficia as mulheres que recebem menos do que os homens e estão segmentadas em ocupações com menor rendimento." Krein destaca ainda que o comércio é um setor que emprega muitas mulheres. "No Nordeste o impacto do salário mínimo foi mais expressivo, dada a existência de menor remuneração média", diz. (*) Presidente do Conselho Regional de Economia do Estado do Acre, funcionário aposentado do Banco do Brasil, Professor Universitário e Coordenador de Projetos da LGR RIO BRANCO EMPREENDIMENTOS. |



